Escreva o site com as palavras que os clientes usam, e não com as que o negócio usa. Para as descobrir não precisa de ferramentas pagas: começa pelo que as pessoas já lhe perguntam, confirma no próprio Google e, quando o site já tem visitas, lê no Search Console as pesquisas que o trouxeram até lá. A palavra e a intenção contam mais do que o volume.
Quatro fontes gratuitas, da mais fiável para a menos
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As perguntas que lhe fazem. Reveja as mensagens, as chamadas e o que os clientes dizem ao balcão. Junte as dez perguntas mais repetidas, com as palavras exactas de quem as fez. É a fonte mais fiável, porque vem de quem compra.
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O sugestor do Google. Comece a escrever o serviço na caixa de pesquisa e leia as sugestões que aparecem por baixo. Acrescente uma letra a seguir e veja o que muda. Cada sugestão é algo que muita gente escreve.
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“Outras pessoas também perguntam” e as pesquisas relacionadas. Aparecem nos resultados e no fim da página. São perguntas e variações reais, e cada uma dá o tema de uma página ou de um artigo.
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O Search Console. Em Desempenho, a lista de pesquisas mostra o que as pessoas escreveram antes de chegarem ao site. Páginas que aparecem mas quase ninguém clica pedem um título melhor; pesquisas inesperadas dão ideias de páginas novas. Veja como pôr o site no Search Console.
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Escolher a palavra pela intenção
| O que a pessoa quer |
Como costuma escrever |
Que página lhe responde |
| Saber |
“como”, “porque”, “o que é” |
Um artigo ou uma página de ajuda |
| Comparar |
“melhor”, “diferença entre”, “ou” |
Um guia de escolha, com critérios |
| Comprar ou contratar |
o serviço + “preço”, “orçamento”, “perto de mim” |
A página do serviço, com um pedido de contacto visível |
| Chegar a um sítio |
o nome do negócio ou de uma marca |
A página inicial e a ficha do negócio |
Uma pessoa que escreve “como mudar o domínio” quer uma explicação, não uma página de vendas. Pôr uma página de vendas diante dela é a razão mais comum de um site aparecer e não render.
Pôr as palavras no sítio certo
Escolha uma ideia principal por página e use-a no título, no primeiro parágrafo, num subtítulo e no endereço da página, com naturalidade. Escreva depois como se explicasse a um cliente: as variações e os sinónimos aparecem sozinhos. Para o título e a descrição, veja escrever o título e a descrição de uma página.
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Não repita a mesma palavra para “agradar ao Google”. Texto com a expressão a cada frase lê-se mal, afasta o cliente e já não resulta. Duas páginas a disputar a mesma palavra também se atrapalham uma à outra: dê a cada uma o seu tema. O campo de palavras-chave escondido na página (a meta keywords) já não é usado pelo Google para ordenar resultados.
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Os números das ferramentas de palavras-chave são estimativas. Servem para comparar temas entre si, não para prometer visitas. Uma pesquisa pouco procurada mas muito concreta traz muitas vezes mais clientes do que uma genérica e disputada.
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