Tipos MIME e páginas de erro próprias

cPanel & WHM··· 667 visualizações· 5 min de leitura

Dois assuntos pequenos, as duas ferramentas no mesmo painel, e os dois resolvem queixas que parecem misteriosas: o navegador baixa um arquivo em vez de o abrir, e o visitante vê a página de erro do servidor em vez da sua.

Por que o navegador baixa em vez de abrir

Quando o servidor envia um arquivo, envia com ele uma etiqueta a dizer o que aquilo é. Essa etiqueta chama-se tipo MIME, e o servidor deduz-la da extensão do arquivo. O navegador acredita na etiqueta, não no conteúdo: se lhe disserem que um arquivo é de tipo desconhecido, ele faz a única coisa segura que sabe fazer, que é guardá-lo no disco.

Sintoma O que está por trás
O site perdeu o aspecto todo A folha de estilo está sendo servida como texto simples. O navegador recebe-a, vê que não é CSS segundo a etiqueta, e ignora-a.
Uma letra não carrega e o texto aparece com outra fonte O arquivo da fonte tem uma extensão que o servidor não reconhece.
Uma imagem baixa em vez de aparecer Formato mais recente, extensão desconhecida da configuração daquela pasta.
Um arquivo que devia baixar abre na tela O contrário, e também se resolve aqui.
Um PDF abre num computador e baixa em outro Esse pode não ser o servidor: os navegadores têm uma configuração própria para PDF. Confirme em outro computador antes de mexer no servidor.

Corrigir no cPanel

No cPanel há uma ferramenta de Tipos MIME. Ela mostra duas listas: a do sistema, que é só para consultar e já cobre quase tudo, e a sua, onde acrescenta o que faltar.

1 Confirme primeiro qual é a etiqueta atual. Abra o endereço do arquivo e veja os cabeçalhos da resposta, com curl -I https://oseudominio/caminho/arquivo, ou nas ferramentas de programador do navegador. Sem isto está adivinhando.
2 Procure a extensão na lista do sistema. Se já lá está com o tipo certo, o problema não é este: passe ao aviso sobre o .htaccess, mais abaixo.
3 Acrescente um tipo seu. Escreve-se o tipo (por exemplo text/css) e a extensão a que se aplica. Dá para indicar mais do que uma extensão de cada vez, separadas por um espaço.
4 Volte a confirmar com o mesmo comando. E depois no navegador, numa janela anônima: o arquivo velho pode ainda estar guardado no seu. Veja limpar o cache.
Uma regra no .htaccess ganha à ferramenta, naquela pasta. Se acrescentou o tipo e nada mudou, há quase de certeza uma linha de AddType ou ForceType nesse .htaccess, posta por si ou por um plugin. O arquivo começa por ponto, por isso é preciso mostrar os arquivos escondidos no Gerenciador de Arquivos para o ver.
Não invente tipos. Uma etiqueta errada é pior do que nenhuma: um arquivo declarado como página passa a ser interpretado pelo navegador, e isso, num arquivo enviado por um visitante, é um problema de segurança e não de comodidade.

Páginas de erro próprias

Por padrão, quem tropeça num endereço errado vê a página do servidor: fundo branco, letra do sistema, nenhuma saída. Uma página sua devolve o visitante ao site em vez de o deixar num beco.

No cPanel, a ferramenta de Páginas de erro faz isto em dois passos: primeiro escolhe-se o domínio, depois edita-se. Tem uma aba com os códigos mais comuns, que são o 400, 401, 403, 404 e 500, e outra com todos os códigos 4xx e 5xx, para o caso de precisar de um que não esteja na lista curta.

O editor oferece etiquetas para inserir no texto, que o servidor substitui no momento: o endereço pedido, o endereço de onde o visitante veio, o endereço IP dele, o navegador dele, o nome do servidor e o código. O que fica gravado é um arquivo com o nome do código, na pasta daquele domínio.

1 Comece pela 404. É a que acontece mais, de longe, e a que mais visitas recupera se tiver um caminho de volta.
2 Ponha lá uma saída. Uma ligação para a página inicial, uma caixa de pesquisa, e o contato. Uma página bonita sem saída não serve para nada.
3 Faça a 500 sobreviver sozinha. Se o site rebentou, a página de erro não pode depender do banco de dados, nem dos plugins, nem de arquivos que talvez não carreguem. Texto e estilo simples, tudo dentro da própria página.
4 Teste. Para a 404, escreva um endereço que não existe. Para as outras, confirme que o arquivo ficou gravado e que o site abre na mesma.
Uma página de «não encontrado» tem de devolver 404. O erro clássico é criar uma página normal do site e encaminhar os endereços errados para lá: para o visitante fica igual, mas para os mecanismos de busca a resposta passa a ser «está tudo bem», e eles indexam cópias dessa página sem fim. A ferramenta do cPanel mantém o código certo, que é a razão para a usar.
Num WordPress, a 404 é do tema. Os endereços que o WordPress trata são respondidos por ele, e o arquivo do cPanel não chega a ser usado. Continua valendo a pena tê-lo, porque cobre os endereços que não passam pelo WordPress, como arquivos diretos e pastas.

Uma pasta sem arquivo de índice é um caso à parte: ou mostra a lista dos arquivos, ou devolve 403. Está explicado, com a linha que desliga as listagens, em ver o site antes de o domínio apontar. E para saber o que cada código quer dizer antes de lhe desenhar uma página: erros do site explicados e erro 403 Forbidden.

O arquivo continua baixando depois de tudo isto? Mande-nos o endereço dele.

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