Dois assuntos pequenos, as duas ferramentas no mesmo painel, e os dois resolvem queixas que parecem misteriosas: o navegador baixa um arquivo em vez de o abrir, e o visitante vê a página de erro do servidor em vez da sua.
Por que o navegador baixa em vez de abrir
Quando o servidor envia um arquivo, envia com ele uma etiqueta a dizer o que aquilo é. Essa etiqueta chama-se tipo MIME, e o servidor deduz-la da extensão do arquivo. O navegador acredita na etiqueta, não no conteúdo: se lhe disserem que um arquivo é de tipo desconhecido, ele faz a única coisa segura que sabe fazer, que é guardá-lo no disco.
| Sintoma |
O que está por trás |
| O site perdeu o aspecto todo |
A folha de estilo está sendo servida como texto simples. O navegador recebe-a, vê que não é CSS segundo a etiqueta, e ignora-a. |
| Uma letra não carrega e o texto aparece com outra fonte |
O arquivo da fonte tem uma extensão que o servidor não reconhece. |
| Uma imagem baixa em vez de aparecer |
Formato mais recente, extensão desconhecida da configuração daquela pasta. |
| Um arquivo que devia baixar abre na tela |
O contrário, e também se resolve aqui. |
| Um PDF abre num computador e baixa em outro |
Esse pode não ser o servidor: os navegadores têm uma configuração própria para PDF. Confirme em outro computador antes de mexer no servidor. |
Corrigir no cPanel
No cPanel há uma ferramenta de Tipos MIME. Ela mostra duas listas: a do sistema, que é só para consultar e já cobre quase tudo, e a sua, onde acrescenta o que faltar.
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Confirme primeiro qual é a etiqueta atual. Abra o endereço do arquivo e veja os cabeçalhos da resposta, com curl -I https://oseudominio/caminho/arquivo, ou nas ferramentas de programador do navegador. Sem isto está adivinhando.
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Procure a extensão na lista do sistema. Se já lá está com o tipo certo, o problema não é este: passe ao aviso sobre o .htaccess, mais abaixo.
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Acrescente um tipo seu. Escreve-se o tipo (por exemplo text/css) e a extensão a que se aplica. Dá para indicar mais do que uma extensão de cada vez, separadas por um espaço.
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Volte a confirmar com o mesmo comando. E depois no navegador, numa janela anônima: o arquivo velho pode ainda estar guardado no seu. Veja limpar o cache.
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Uma regra no .htaccess ganha à ferramenta, naquela pasta. Se acrescentou o tipo e nada mudou, há quase de certeza uma linha de AddType ou ForceType nesse .htaccess, posta por si ou por um plugin. O arquivo começa por ponto, por isso é preciso mostrar os arquivos escondidos no Gerenciador de Arquivos para o ver.
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Não invente tipos. Uma etiqueta errada é pior do que nenhuma: um arquivo declarado como página passa a ser interpretado pelo navegador, e isso, num arquivo enviado por um visitante, é um problema de segurança e não de comodidade.
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Páginas de erro próprias
Por padrão, quem tropeça num endereço errado vê a página do servidor: fundo branco, letra do sistema, nenhuma saída. Uma página sua devolve o visitante ao site em vez de o deixar num beco.
No cPanel, a ferramenta de Páginas de erro faz isto em dois passos: primeiro escolhe-se o domínio, depois edita-se. Tem uma aba com os códigos mais comuns, que são o 400, 401, 403, 404 e 500, e outra com todos os códigos 4xx e 5xx, para o caso de precisar de um que não esteja na lista curta.
O editor oferece etiquetas para inserir no texto, que o servidor substitui no momento: o endereço pedido, o endereço de onde o visitante veio, o endereço IP dele, o navegador dele, o nome do servidor e o código. O que fica gravado é um arquivo com o nome do código, na pasta daquele domínio.
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Comece pela 404. É a que acontece mais, de longe, e a que mais visitas recupera se tiver um caminho de volta.
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Ponha lá uma saída. Uma ligação para a página inicial, uma caixa de pesquisa, e o contato. Uma página bonita sem saída não serve para nada.
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Faça a 500 sobreviver sozinha. Se o site rebentou, a página de erro não pode depender do banco de dados, nem dos plugins, nem de arquivos que talvez não carreguem. Texto e estilo simples, tudo dentro da própria página.
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Teste. Para a 404, escreva um endereço que não existe. Para as outras, confirme que o arquivo ficou gravado e que o site abre na mesma.
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Uma página de «não encontrado» tem de devolver 404. O erro clássico é criar uma página normal do site e encaminhar os endereços errados para lá: para o visitante fica igual, mas para os mecanismos de busca a resposta passa a ser «está tudo bem», e eles indexam cópias dessa página sem fim. A ferramenta do cPanel mantém o código certo, que é a razão para a usar.
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Num WordPress, a 404 é do tema. Os endereços que o WordPress trata são respondidos por ele, e o arquivo do cPanel não chega a ser usado. Continua valendo a pena tê-lo, porque cobre os endereços que não passam pelo WordPress, como arquivos diretos e pastas.
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Uma pasta sem arquivo de índice é um caso à parte: ou mostra a lista dos arquivos, ou devolve 403. Está explicado, com a linha que desliga as listagens, em ver o site antes de o domínio apontar. E para saber o que cada código quer dizer antes de lhe desenhar uma página: erros do site explicados e erro 403 Forbidden.