Um erro que começa por 5 tem uma boa notícia escondida lá dentro: alguém respondeu. O servidor recebeu o pedido, tentou servir a página e falhou a meio. Se não houvesse ninguém do outro lado, o navegador nem chegava a mostrar um número.
É por isso que estes erros valem a pena ler com calma: o número diz-lhe de que lado começar a procurar. Os códigos 500, 403, 404 e 508 têm guia próprio, em erros do site explicados. Aqui trata-se da família inteira, e sobretudo do 503, que é o que falta lá.
A família 5xx, em duas linhas cada
| Código |
O que quer dizer, na prática |
| 500 |
O servidor tentou correr o site e rebentou. Quase sempre o .htaccess, as permissões, ou código da aplicação. Tem secção própria em erros do site explicados. |
| 502 |
Quem estava à frente recebeu uma resposta partida de quem estava atrás. Se tem uma CDN ou um intermediário pelo meio, comece por aí. |
| 503 |
O serviço que devia responder não estava disponível. O servidor web está vivo, tanto que lhe respondeu: o que não arrancou foi o processo que corre o seu site. |
| 504 |
Quem estava atrás demorou mais do que o permitido. Normalmente uma consulta pesada à base de dados, ou um processo preso. |
| 508 |
A conta bateu no tecto de recursos do plano. Não é avaria: é o travão. Também está em erros do site explicados. |
Porque é que o 503 é o mais comum em hospedagem compartilhada
Num plano partilhado, o site não corre sozinho: corre dentro de um espaço com tecto. Quando o site pede mais processos, mais memória ou mais tempo do que esse espaço permite, o pedido seguinte não encontra ninguém livre para o atender. O servidor web responde na mesma, porque está de pé, e o que responde é 503.
Daí o sintoma que confunde toda a gente: o site vai e vem. Actualiza e abre; actualiza outra vez e dá erro. Um site partido não funciona nunca. Um site que bate no tecto funciona quando há lugar e falha quando não há.
As três origens, e como se distinguem
| De onde vem |
Como se reconhece |
O que fazer |
| A máquina ou o serviço |
Falha tudo ao mesmo tempo, o seu site e os outros, e não mudou nada do seu lado. |
É connosco. Abra pedido com a hora exacta. Veja o que conta como estar fora do ar em disponibilidade. |
| A aplicação |
Começou logo a seguir a uma actualização, a um plugin novo ou a uma alteração sua. Falha sempre, e só no seu site. |
A causa está escrita: leia o registo de erros do PHP. |
| O tecto da conta |
Vai e vem. Piora às horas de maior movimento. Começou quando o site cresceu ou quando alguém começou a martelar o site. |
Veja o consumo no cPanel, e depois o que faz mesmo diferença. |
Por onde se começa, por ordem
| 1 |
Confirme que não é só consigo. Abra numa janela privada e no telemóvel, na rede móvel. Se abrir bem aí, o erro não está no servidor: está guardado no caminho. Veja limpar a cache.
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| 2 |
Repare em quem assina a página de erro. Se tem uma CDN ou um intermediário à frente, o erro pode ser dele e não nosso. A página costuma dizer quem a produziu. Veja a Cloudflare e a cache que o engana.
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| 3 |
Veja o consumo no cPanel. É a resposta mais rápida à pergunta «bati no tecto?». Procure a secção de uso de recursos.
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| 5 |
Desfaça a última coisa que mudou. Se começou depois de uma actualização, volte atrás antes de investigar. Recuperar é mais rápido do que perceber.
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Um 5xx não é o mesmo que «o site não abre». Se o navegador nem mostra um número, e diz que não conseguiu ligar-se, não houve resposta nenhuma e o problema é outro. Esse caso está em quando o erro é do lado de fora, e a lista completa de verificações está em o seu site está fora do ar.
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Se nos escrever, três coisas encurtam a resposta de horas para minutos: o código, o endereço exacto da página que falhou e a hora a que a viu falhar. Com isso vamos aos registos do servidor.
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