Outros registadores: as palavras a procurar em qualquer painel

Há centenas de registadores e nenhum painel é igual ao outro. Mas por baixo do desenho está sempre a mesma máquina, e ela tem sempre as mesmas peças. Quem conhece as peças encontra-as em qualquer painel, até numa língua que não lê.

Antes de tocar em nada: o e-mail vai atrás. Trocar os nameservers não muda só o sítio para onde o site aponta: muda a zona inteira, e o correio faz parte dela. Se as suas caixas de e-mail estão onde o domínio está, ou noutro serviço qualquer, no minuto seguinte deixam de receber. Se o e-mail fica onde está, não se mexe nos nameservers: mexe-se na zona, e muda-se só o registo do site. A diferença entre as duas coisas está logo a seguir.

O que é sempre igual, em todos

1 Todo o domínio tem nameservers. São dois a quatro nomes guardados no registo da extensão, e dizem quem responde pelo domínio. Não vivem no painel: o painel é só a janela por onde se escrevem.
2 Trocar os nameservers move a zona inteira. Site, e-mail, subdomínios, verificações. Tudo. Não existe trocar nameservers "só para o site".
3 A zona tem registos. A e AAAA para endereços, CNAME para apelidos, MX para o correio, TXT para verificações e assinaturas. Estão explicados em registos DNS explicados.
4 Só conta a zona de quem tem a delegação. Se os nameservers são nossos, a zona que vale é a do cPanel, e o que estiver escrito no registador é papel velho.
5 Tudo tem TTL. Cada resposta fica guardada pelo caminho durante um tempo que a própria resposta declara. É por isso que uma alteração correcta pode demorar a ver-se.

O dicionário: a palavra que vê e a peça que ela é

Palavra no painel Que peça é
Nameservers, Name Servers, Servidores DNS, DNS Servers A delegação. Mover isto move tudo.
Custom DNS, DNS externo, Use your own, Outros servidores O interruptor que abre os campos. Sem ele, não há onde escrever.
DNS, Manage DNS, Zone editor, Zona DNS, Editar zona A zona: a lista de registos.
Host records, Registos de anfitrião, Entradas DNS A zona outra vez, com outro nome.
A record, Endereço, Aponta para O registo que liga um nome a um endereço IP.
CNAME, Alias, Apelido Um nome que aponta para outro nome.
MX, Mail exchanger, Servidor de correio Para onde vai o e-mail. Toque nisto e o correio muda de casa.
TXT, SPF, DKIM, DMARC, Verificação Texto que prova coisas: que o domínio é seu, que o seu correio é legítimo. Veja registos TXT de verificação.
Forwarding, Redirect, Redireccionamento, URL forward Não é DNS. É um desvio do navegador. Não serve para apontar um site a sério.
Parking, Estacionar, Coming soon A página deles em cima do seu domínio. Desligue.
Registrar lock, Transfer lock, Bloqueio Trava transferências. Não trava nameservers nem registos.
EPP code, Auth code, Código de autorização Só serve para transferir o domínio, não para apontar. Veja como transferir um domínio para nós.
Glue records, Registos de cola, Host de nameserver Só quando os nameservers têm o nome do próprio domínio. Com os nossos, não se usa.
TTL, Time to live, Tempo de vida Quanto tempo a resposta fica guardada pelo caminho.
DNSSEC Assinatura da zona. Nós não assinamos zonas, por isso, se o tiver ligado no registador, tem de o desligar antes de apontar para os nossos nameservers. Ver a caixa a seguir.
O DNSSEC é a armadilha silenciosa, e aqui a regra é clara: os nossos nameservers não assinam zonas. Conferimos: não há DNSSEC nos nossos servidores de DNS. Por isso, se o seu domínio tiver DNSSEC activo no registador e você apontar para nós, a chave publicada no registo deixa de corresponder a qualquer assinatura, e o domínio desaparece para toda a gente que valida DNSSEC, continuando a funcionar perfeitamente para si. É a avaria mais difícil de acreditar, porque de dentro não se vê. Se não souber se o tem ligado, pergunte-nos antes de mudar.
A ordem certa são dois tempos, e não um. Primeiro desligue o DNSSEC no registador. Depois espere que a remoção da chave se propague, tal como se espera por qualquer outra alteração. Só a seguir é que troca os nameservers. Fazer as duas coisas ao mesmo tempo dá exactamente o problema que se quer evitar. E não o volte a ligar depois: enquanto a zona estiver connosco, não há nada para assinar.

Os três erros de leitura mais caros

O engano O que acontece
Confundir bloqueio de transferência com bloqueio de DNS Perde-se uma tarde a tentar desbloquear uma coisa que não estava a impedir nada.
Usar redireccionamento em vez de apontar O site "abre", mas o endereço muda na barra, o certificado dá erro, o e-mail no domínio não existe e a pesquisa perde-se.
Editar a zona depois de já ter mudado os nameservers Escreve-se numa folha que ninguém abre. Depois de a delegação mudar, a zona que conta é a nova.

O teste que responde a tudo isto em segundos

Antes de procurar o botão, pergunte de fora quem manda: dig NS yourcompany.com, ou nslookup -type=ns yourcompany.com no Windows. Seja qual for o nome que sair, é nessa casa que a zona se edita. Este único comando resolve a pergunta "onde é que eu mexo" em qualquer registador do mundo.

A consulta pública de WHOIS também mostra os nameservers e, muitas vezes, o nome da empresa onde o domínio está registado. É por aí que se descobre a quem pedir acesso quando ninguém na empresa sabe onde o domínio foi comprado. Veja como consultar o WHOIS.

Os nossos nameservers, para quando chegar ao campo certo: dns1.mozout.com dns2.mozout.com dns3.mozout.com dns4.mozout.com

Se preferir pôr um terceiro a tratar da zona em vez do registador, há esse caminho também, e está escrito: pôr um domínio no Cloudflare e levar a zona inteira sem perder registos.

Diga-nos o domínio e onde ele está. Vemos de fora o que se passa e dizemos-lhe a palavra a procurar no painel que tem à frente.

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