O wp-config.php é o ficheiro que diz ao WordPress a que base de dados se há-de ligar, e com que senha. Sem ele, o WordPress mostra o ecrã de instalação, como se o site nunca tivesse existido. Recriar-se-lhe é um trabalho de dez minutos, desde que faça as coisas por esta ordem.
Precisa disto quando o ficheiro foi apagado, ficou danificado (uma edição mal feita basta), ou veio de outro servidor com dados que aqui não servem.
O que o ficheiro tem de ter
| Linha |
O que é |
| DB_NAME |
O nome da base, com o prefixo da conta à frente. |
| DB_USER |
O utilizador MySQL, também com prefixo. |
| DB_PASSWORD |
A senha desse utilizador. Se não a souber, gere uma nova no cPanel e use essa. |
| DB_HOST |
Aqui é localhost. |
| $table_prefix |
É esta que a maioria erra. Tem de ser exactamente o prefixo das tabelas que estão na base. Se as tabelas se chamam xyz_posts, o prefixo é xyz_ e não wp_. |
| As chaves de segurança |
Oito linhas longas de texto ao acaso, que cifram os cookies de sessão. Não precisam de ser as antigas. |
Passo a passo
| 1 |
Guarde o que existe. Se ainda há um wp-config.php, descarregue-o para o seu computador antes de mexer. Não o renomeie para .bak nem .txt dentro do public_html: ficheiros assim são servidos em texto simples e a senha fica à vista.
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| 2 |
Confirme o prefixo. Abra o phpMyAdmin, entre na base do site e olhe para os nomes das tabelas. O que vem antes de posts e options é o prefixo.
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| 3 |
Parta do modelo. Na pasta do site há um wp-config-sample.php. Copie-o (botão direito, Copy) para wp-config.php e edite a cópia. Nunca edite o modelo.
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| 4 |
Preencha as cinco linhas da tabela acima, com aspas simples e ponto e vírgula no fim de cada uma, tal como estão no modelo.
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| 5 |
Troque as chaves de segurança. No modelo elas são um bloco com o texto put your unique phrase here repetido. Substitua cada um por uma frase longa e diferente. Se não quiser inventá-las, gere-as: gerador de senhas.
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| 6 |
Grave e abra o site. Se abre, acabou.
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Mudar as chaves põe toda a gente fora. Incluindo você. As sessões abertas caem e é preciso entrar outra vez. Não é um defeito, e até é a maneira mais rápida de expulsar quem não devia lá estar. Mas saiba que vai acontecer.
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Os sintomas, e o que cada um quer dizer
| Depois de gravar vê |
O que está mal |
| O ecrã de instalação do WordPress |
A ligação funciona, mas o WordPress não encontra as tabelas dele. Quase sempre o $table_prefix errado. Segunda hipótese: ligou-se à base errada, que está vazia. |
| «Error establishing a database connection» |
Nome, utilizador, senha ou associação: as causas por ordem. |
| Página em branco |
Erro de sintaxe no ficheiro: uma aspa a menos, um ponto e vírgula esquecido, ou espaços depois do ?> final. Veja erros comuns do WordPress. |
| O site abre, mas as imagens e os menus não |
A base está certa e o endereço guardado nela não. Trata-se no wp_options: não consigo entrar no painel. |
Duas linhas que vale a pena acrescentar
Já que está com o ficheiro aberto, há duas linhas que poupam trabalho mais tarde. Põem-se por cima da linha que diz That’s all, stop editing:
| Linha |
Para quê |
| define( 'WP_HOME', 'https://yourcompany.com' ); e define( 'WP_SITEURL', 'https://yourcompany.com' ); |
Forçam o endereço do site, mandando sobre o que está na base de dados. É o remédio para os ciclos de reencaminhamento depois de mudar de domínio. |
| define( 'DISALLOW_FILE_EDIT', true ); |
Desliga o editor de temas e plugins do painel, que é a primeira ferramenta de quem entra sem ser convidado. |
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Ponha as permissões certas no fim. No Gestor de Ficheiros, botão direito sobre o wp-config.php, Permissões, e ponha 600. É o ficheiro com a senha da base: só a conta precisa de o ler. Se o site deixar de abrir com 600, use 640.
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Se o ficheiro não volta a funcionar
Um wp-config.php de um dia em que o site funcionava está nas cópias, e recupera-se sozinho, sem repor o site inteiro: como restaurar os seus dados. É o caminho mais curto quando já tentou duas vezes.
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